Bom é quando ouvimos! Ontem caí numa discussão com um cara super bacana sobre esse tal de amor. Antes de ele ler o post “Quero matar minha sede de amor”, me disse coisas que fizeram eu repensar. Deu uma explicação tão boa e convincente, que no mesmo momento já a repassei (em outro diálogo) e hoje tento repassar aqui.
Onde estava em branco no texto anterior, na visão masculina, leiam assim:
Visão masculina (de um cara diferente): O amor é uma decisão. Decida amar e amarás. A paixão é um sentimento e como todo sentimento, é formado por fases. Você não sente alegria o dia inteiro todos os dias, nem inveja ninguém com essa freqüência, a paixão também é assim. Sentimentos são de momento, de oportunidade, de causa e efeito. Já as decisões claras são seguidas independentemente se chove, faz calor ou se você está com raiva, vão além das variações, além do sentimento. Por exemplo, o amor que seus pais sentem por você, independe se eles estão com raiva, isso por que decidiram te amar. Quando os filhos são pequenos, quantas vezes eles abdicaram de sair, de namorar, fazer qualquer loucura? Preferiram cuidar, zelar... optaram por amar àquela criança. Mas temos pais que abandonam seus filhos, se separam e nem lembram que são pais; esses decidiram não amá-los. O mesmo ocorre com a relação homem/mulher.
A teoria deste meu camarada explica muita coisa, como por exemplo, a existência simultânea do amor e outros sentimentos até mesmo opostos a idéia de amor. Pode se amar e ter raiva ao mesmo tempo, pois são coisas diferentes; um é escolha, outro, reação. Porém não podemos amar e querer o mal de alguém, pois os dois são opostos e são planificados, decididos, tramados, optados. Você que escolheu querer o mal daquele indivíduo.
Mas tchê, que bom se todos tivessem o mesmo raciocínio. Pena que são tão diferentes os homens (e as mulheres). Ou não. Que bom que todos são tão diferentes!